quarta-feira, 22 de maio de 2013

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA


INDEPENDÊNCIA DA AMERICA ESPANHOLA

Prof.: GONÇALO FRANCISCO DE PONTES FILHO

A independência da América Espanhola ocorreu nos inícios do século XIX, numa conjuntura internacional marcada pela Revolução Industrial inglesa, pela Revolução Francesa e guerras Napoleônicas. Paralela à influencia desses fatores externos, a evolução da sociedade colonial contribuiu ao processo de independência, especialmente durante o século XVIII.
Na segunda metade do século XVIII, a Espanha viveu, durante o reinado de Carlos III, a era do despotismo esclarecido. Com o objetivo de estimular o capitalismo nacional, o novo regime aperfeiçoou a exploração mercantilista sobre as colônias.
A independência das colônias espanholas foi precedida de uma serie de movimentos contra a autoridade metropolitana, que se limitavam a questiona-la em aspectos parciais e isolados, raramente evoluindo para um projeto de independência.
Um dos mais importantes fatores da independência foi a situação de marginalização político-administrativa dos crioulos ou criollos, detentores de grande poder econômico. Nas suas lutas em prol da emancipação, essa camada inspirou-se nas idéias iluministas e liberais de Adam Smith, autor de “A Riqueza das Nações”.
O movimento pela independência das colônias da América Espanhola teve como pretexto a ocupação da Espanha pelas tropas francesas. Em 1808, Napoleão invadiu a cidade de Madri, destituiu o rei Fernando VII e nomeou o irmão, Jose Bonaparte, para o trono espanhol.
A elite colonial hispano-americana aliou-se então, à resistência da população espanhola na luta contra os invasores franceses: transformou os cabildos (câmaras municipais) em juntas governativas, autônomas e contrarias ao invasor José Bonaparte. Estas juntas, em pouco tempo, converteram-se nos principais instrumentos de lutas pela independência.
Os primeiros grandes movimentos de libertação da América Espanhola surgiram entre 1810 e 1814, tendo à frente a elite criolla e o respaldo da Inglaterra.
As transformação que acompanharam o desenvolvimento industrial fizeram surgir a doutrina do Liberalismo econômico, que defendia o fim do Mercantilismo com a sua pratica de monopólios e do pacto colonial.
As guerras napoleônicas na Europa e especialmente a ocupação do trono espanhol por Jose Bonaparte contribuíram para precipitar o movimento de independência.
A repressão espanhola aos movimentos de independência conseguiu um certo êxito até o ano de 18l6, quando os criollos, ajudados pela Inglaterra, iniciaram a segunda fase da luta pela independência que triunfou no inicio da década de 1820. Do antigo império espanhol na América, restaram apenas duas colônias no inicio do século XIX: Cuba (1898) e Porto Rico (1898) que se tornaram independente após a guerra EUA x Espanha (1898).

1811 PARAGUAI;
1816 ARGENTINA
1817 CHILE
VENEZUELA
1819            COLOMBIA
1821   EQUADOR
PANAMA
PERU
1822            MEXICO
BRASIL
1825 BOLIVIA
1828 URUGUAI
1838 COSTA RICA
NICARAGUA
HONDURAS
EL SALVADOR
GUATEMALA

Depois da independência, a América Espanhola fragmentou-se em uma serie de paises dominados por grandes  famílias da aristocracia criolla ( filhos de espanhóis, não mestiços nascidos na América), e sobre esse continente dividido e fraco estabeleceu-se dominação econômica da Inglaterra, que estava em plena Revolução Industrial, depois, os EUA, imbuídos da Doutrina Monroe, aliaram-se aos rebeldes na luta contra a dominação espanhola. Pouco a pouco, cada uma das regiões coloniais espanholas na América foi-se transformando em uma republica independente política, mas dependente economicamente.

OBS:

CHAPETONES → também chamados de Peninsulares, Godos e Gachupines eram termos utilizado para designar os espanhóis como privilegiados. Que recém-chegado da Espanha, não conheciam os costumes da terra.
MONOPOLIO → exploração, posse, direito ou privilegio exclusivo. Domínio exclusivo de um determinado setor da economia.
Adam Smith (1723 – 1790) → identificou as leis que regulam a economia e apontou o trabalho como a fonte de riqueza de um pais, sendo por isso considerado o pai da economia como ciência. Indicando a intervenção mercantilista como uma política contra o desenvolvimento produtivo, apontava a livre concorrência, a divisão do trabalho e o livre comercio como indispensáveis para o progresso da humanidade.
O fracasso do sonho de Simon Bolivar de fazer uma América Latina unida, solidária, que representou a primeira grande manifestação de pan-americanismo, deveu-se fundamentalmente:
Aos interesses oligárquicos locais dos criollos, desejosos de exercer domínio pessoal sobre as áreas cuja economia controlavam. Surgiram assim os caudilhos, chefes politico-militares, que monopolizavam a vida socioeconômica e política de suas regiões;
Aos interesses dos EUA e da Inglaterra, que não desejavam ver a formação de paises unidos e fortes na América. Defendiam o lema “dividir para reinar”, estimulando as disputas entre os caudilhos e a fragmentação da América em varias republicas.
No Continente Americano só o Brasil e o México foram no inicio de sua independência foram monarquia, e o Brasil foi o único que mais tempo ficou com o regime monárquico por mais tempo (67 anos), os restantes foram republica logo no inicio.


EXERCICIO

1) A Independência dos EUA ( 1776 ), a Revolução Francesa  ( 1789 ),  a  Inconfidência Mineira  ( 1789 ) e a Conjuração Baiana  ( 1798 ) são consideradas movimentos:
A) de ideal político socialista
B) de ideal não político
C) de ideal político anarquisra
D) de ideal econômico burguês
E) de ideal político liberal
2) A economia colonial no Brasil teve como características fundamentais :
A) a pequena propriedade e o  trabalho livre
B) o latifúndio e a escravidão
C) a pequena propriedade e a escravidão
D) o latifúndio e o trabalho livre.
3) A Independência dos Estados Unidos está diretamente ligada á influência das idéias
A) anarquista
B) comunista
C) iluminista
D) marxista
E) socialista
4) A elite colonial da América espanhola que nasceu na América,  sendo filhos de espanhóis, recebe o nome de :
A) Chapetones
B) Criollos
C) Mestiços
D) Caramurus
E) Imperiais.

A AMÉRICA LATINA, O BRASIL E A GUERRA FRIA


A AMÉRICA LATINA, O BRASIL E A GUERRA FRIA

Alguns meses antes da rendição da Alemanha, os Estados Unidos apressaram-se em contatar os paises latino-americanos, com o objetivo de mantê-los sob sua área de influência.

Em 03 de março de 1945, representantes dos paises latino-americanos e dos Estados Unidos assinaram, na Cidade do México, a Ata de Chapultepec, um documento que nada mais era senão a ampliação da Doutrina Monroe de 1823.

A Doutrina Monroe foi uma declaração que reúne os princípios da política externa dos Estados Unidos com relação aos direitos e às atividades das potências européias no continente americano, exposta pelo presidente James Monroe em sua visita anual ao Congresso dos Estados Unidos, em dezembro de 1823. Chegou a ser a base da política aplicada pelos Estados Unidos em relação à América Latina. Não foi respaldada por nenhuma legislação aprovada pelo Congresso nem ratificada no direito internacional, razão pela qual foi inicialmente declarada como uma simples declaração política. Quando sua aplicação e popularidade aumentaram nos Estados Unidos, a partir de 1845, foi alçada à categoria de princípio, sendo especificamente denominada de Doutrina Monroe.

Monroe afirmou em seus dois discursos mais relevantes que as potências européias não podiam continuar colonizando o continente americano e frisou que não deveriam intervir nos assuntos das recentemente emancipadas repúblicas latino-americanas. Opôs-se a qualquer tentativa que os estados europeus viessem a fazer no sentido de imporem monarquias nas nações americanas independentes, mas acrescentou que os Estados Unidos não empreenderiam nenhuma ação nas colônias européias existentes, nem na própria Europa. Esse último ponto confirmava as idéias expostas por George Washington em seu discurso de 1796, no qual recomendava encarecidamente que os Estados Unidos não fizessem complicadas alianças em política externa.

Ao marcar desse modo a diferença entre a Europa e a América, Monroe sublinhava a existência de alguns interesses americanos e, mais concretamente, dos Estados Unidos. Renegou as monarquias européias como sistema político.

A Ata de Chapultepec estabeleceu que qualquer ataque ao território ou à soberania de qualquer país americano será revidado pelas forças conjuntas de todas.

Nos meses de agosto e setembro de 1947, em pleno ambiente de guerra fria, os países americanos voltaram a se reunir na conferência para a manutenção da paz e da segurança no continente, também conhecida como conferência da Quitandinha (famoso hotel  na cidade de Petrópolis ). Aí foi criado o Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca ), também conhecido como pacto do Rio de Janeiro. Esse tratado, na verdade, foi a reafirmação da Ata de Chapultepec, pois estabelecia que:

A Ata de Chapultepec foi um acordo firmado no castelo de Chapultepec (cidade do México), pela Conferência Interamericana sobre os Problemas da Guerra e da Paz, que se realizou entre 21 de fevereiro e 8 de março de 1945. Participaram todos os países membros da União Pan-americana, que acordaram aplicar uma política de mútua defesa e solidariedade.

“ Um ataque armado por parte de qualquer estado contra um estado americano será considerado como um ataque a todos os estados americanos, e cada um destes é colocado na obrigação de concorrer para a resistência ao ataque”.

Antes de assinar o Tiar, o presidente Truman dos Estados Unidos, anunciou seu plano de uniformizar os armamentos dos exércitos latino-americanos e de colocar seu país à disposição das nações do continente para treinar suas tropas militares.

O Tiar foi um tratado assinado no Rio de Janeiro, em 1947, pelos estados americanos. O tratado determinou que qualquer conflito que surgisse deveria ser discutido entre os signatários antes de se recorrer ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Sua principal resolução, porém, foi a da solidariedade continental ante um ataque dirigido contra qualquer de seus membros, ato que seria considerado agressão aos demais.

Dessa forma, foi definida uma zona de segurança continental que ia do pólo Norte ao pólo Sul. O tratado, que desenvolveu a doutrina definida na Conferência do Rio de Janeiro (1942), que levou o Brasil a participar da guerra contra o Eixo, dirigia-se à época contra a União Soviética, pois já se iniciara a Guerra Fria.

Conhecendo um pouco a história das relações entre os Estados Unidos e os países latino-americanos desde o século passado, percebe-se que na declaração de Truman havia pelo menos dois interesses encobertos:

  1˚ ) criar uma dependência dos países latinos americanos em relação aos Estados Unidos no plano militar (antes da guerra, as forças militares latino-americanas utilizavam como modelo as forças francesas ou alemãs); e  
                                                                                                                       
2˚ ) vender os enormes estoques de armamentos que haviam sobrado da Segunda Guerra Mundial.

Sempre considerando que a União Soviética e o socialismo eram sérias ameaças para o mundo, os Estados Unidos transformaram a IX Conferência Interamericana, realizada na cidade de Bogotá (Colômbia), em 1948, num fórum de discussões e condenações do socialismo e dos partidos comunistas.

Nessa conferência de 1948 foi fundado a  OEA,  um organismo que,  sob tutela, ou orientação, dos Estados Unidos, representava a “unidade do continente e o tribunal onde deveriam ser discutidos os problemas entre os países americanos”.

Frutos da Guerra Fria, o Tiar e a OEA mostram que a principal preocupação dos Estados Unidos era não perder sua área de influência no continente, e não a defesa dos interesses dos signatários.
Um bom exemplo disso foi a Guerra das Malvinas. Em 1982, a Argentina invadiu as ilhas Malvinas ou Falkland, no Atlântico Sul, depois de muito reivindicar a posse dessas ilhas, que permanecem sob o domínio inglês. A Inglaterra reagiu e, no decorrer da guerra, satélites artificiais dos Estados Unidos forneceram a posição das tropas e navios argentinos aos ingleses, que venceram a Argentina.

Com essa atitude, os Estados Unidos desconsideraram os termos do Tiar. Em vista disso, é o caso de se perguntar: qual a validade do Tiar?  E da OEA?


2. A Doutrina Truman de certa forma resgatou a Doutrina Monroe

Em 1823, o presidente James Monroe, dos Estados Unidos , lançou a doutrina que leva o seu nome. Baseada no princípio”A América para os americanos”, essa doutrina defendia que os Estados Unidos, em nome de sua segurança, não poderam permitir que um país europeu estabelecesse domínio sobre qualquer território americano.

Por que nasceu essa doutrina?

Na época, os países da América estavam se libertando de suas metrópoles (Espanha e Portugal), isto é, obtendo independência política. A França,  a Inglaterra e outros países europeus tinham interesse em se apoderar dos países americanos. Portanto, a Doutrina Monroe era uma clara advertência a esses países para que esquecessem suas pretensões, pois a América já tinha “donos”  os Estados Unidos. Vê-se, assim, que desde 1823 os Estados Unidos procuravam transformar os países americanos em sua área de influência política e econômica. E isso perdura.

Ao estabelecer uma política que visava conter o avanço do socialismo através de intervenção direta ou indireta a Doutrina Truman se assemelhou à Monroe, pois esta, como já foi assinalado, foi criada para assegurar a hegemonia dos Estados Unidos sobre os países latino-americanos.

“A decorrência prática mais imediata da Doutrina Truman foi o Plano Marshall. Instrumento econômico e financeiro de cristalização da área de influência americana na Europa Ocidental e tentativa de estabilização da economia européia ocidental, ele consubstanciou agressivamente a noção de contenção.

Nos anos do imediato pós-guerra, a Europa atravessava uma profunda crise econômica, dramatizada pelo racionamento de alimentos e energia, pelo crescimento do desemprego e queda vertiginosa das exportações. (…) A influência dos partidos de esquerda aumentava paralelamente ao agravamento da recessão.

Em junho de 1947, o secretário de Estado americano George Marshall lança as idéias básicas do Plano. Ele diagnosticava no desequilíbrio das trocas comerciais EUA-Europa e na conseqüente carência européia de dólares a fonte principal da crise econômica. Receitava um ambicioso programa de transferência de dólares de um lado para o outro do Atlântico Norte, através da concessão de fundos, créditos e suprimentos materiais a juros irrisórios.

O Plano, proposto a todos os países europeus e à URSS, previa estratégias econômicas continentais que teriam como resultado a recuperação da atividade econômica européia, a retomada de trocas equilibradas com os EUA e o retorno aos antigos fluxos comerciais intra-europeus, caracterizados pela troca de manufaturados do oeste por produtos agrícolas do leste. Além de consolidar o capitalismo na Europa Ocidental, o horizonte do Plano previa a reintegração da faixa de segurança soviética do leste na economia capitalista mundializada.

Temerosa da invasão da frágil economia do leste europeu por uma enxurrada de dólares (e dos efeitos políticos desse cenário), a URSS retirou-se das negociações do Plano no mês de julho. Os países da Europa Oriental, não sem grandes hesitações, seguiram a decisão soviética.

Em abril de 1948, foram assinados pelo presidente Truman os protocolos finais do Plano, envolvendo fundos e créditos no valor total de dezessete bilhões de dólares destinados a dezesseis países europeus, principalmente a Inglaterra, a França, a Itália e a Alemanha Ocidental.

O Plano Marshall foi o conduto de realização do projeto geopolítico de reconstrução da Europa Ocidental capitalista, baseado na solidariedade política e complementaridade econômica com os Estados Unidos. De certa forma, a Comunidade Econômica Européia (CEE) tem as suas raízes nesse período, quando a Europa dos conflitos entre ambições nacionalistas e coloniais dá lugar a uma outra Europa, unida contra a "ameaça soviética" e integrada a um mercado mundial capitalista que tem como vértice os Estados Unidos.

A reação soviética ao Plano Marshall consistiu no fechamento econômico e na completa subordinação política de sua faixa de segurança no leste europeu.

Ao se retirar das negociações do Plano, Moscou recria a Internacional Comunista sob nova roupagem: no lugar do antigo Komintern, extinto em 1943, surge o Kominform, organização que reuniu sob o comando do PCUS (Partido Comunista da União Soviética) os PCs da Europa Oriental, da Itália e da França. Em seguida, os governos provisórios de coligação do leste europeu são substituídos, um a um, por governos monolíticos e pró-soviéticos”.

(Fonte: Magnoli, Demétrio. O mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Ática, 1994, págs. 55-56.)

HISTÓRIA DE NOVA IGUAÇU


HISTÓRIA  DE  NOVA  IGUAÇU


Professor GONÇALO FRANCISCO DE PONTES FILHO


          O  povoamento  da  área,  onde  hoje  é  o  município  de  Nova  Iguaçu,  começou  na  segunda  metade  do  século  XVI,  com  o início  da  colonização  na  implantação  do  sistema  de  Capitanias  Hereditárias.  Primitivamente  as  terras  que  formaram  Iguaçu  pertenciam  à capitania  de  São  Vicente,  de  Martim  Afonso  de  Souza, datando  de  1567  as  primeiras  sesmarias ( lotes  de  terra  que  os  reis  de  Portugal  cediam  para  cultivo )  concedidas  em  Iguaçu (  em  antigo  documento  a  grafia  era  Aguassú ),  tendo  sido  introduzida  a  cultura  da  cana-de-açúcar  e  mais  tarde,  instalados  numerosos  engenhos.
          Portanto,  a  ocupação  das  terras  obedeceu  ao  interesse do  sistema  mercantilista  português.  Com  a  descoberta  do  ouro,  nas  Gerais,  abriu-se  um  caminho  alternativo  ao  de  Parati,  para  o  escoamento  do  ouro  para  Portugal,  passando  pela  cidade  de  São  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro.
          A  antiga  Vila  de  Iguassú,  surgiu  à  margem  direita  do  rio  Iguassú.  A partir  do  momento  que  Garcia  Rodrigues  Paes  abriu  o  caminho  do  Porto  do  Pilar,  na  primeira metade  do  século  XVIII. Em  1699,  data-se  a  fundação  da  Paróquia  de  Nossa  Senhora  da  Piedade,  nas  terras  do  alferes  José  Dias  de Araujo. onde  se formou  um  pequeno  povoado, parada  obrigatória  dos  viajantes  que  iam  para  o  Rio  de  Janeiro  e  Minas  Gerais.
          Em  1750,  com  a  abertura  da  variante  de  Bernardo  Soares  de  Proença, o  caminho  do  “Sítio  do  Couto”  ou  do  “Pilar”,  ficou  sendo  conhecido  como “Caminho  Velho.”  Assim,  surgiu  o  primeiro  nome  da  região: Nossa  Senhora  da  Piedade  do  Caminho  Velho.  Depois: Nossa  Senhora  da  Piedade  do  Iguassú,  paróquia  de  Nossa  Senhora  da  Piedade  foi  criada  pelo  alvará  de  24  de  janeiro  de  1755,  sendo  seu  primeiro  padre  João  Furtado  Salvador  de  Mendonça.
           O  nome  Nossa  Senhora  da  Piedade  do  Iguaçu ( Iguassú )  foi  tirado  do  rio  Iguaçu,  ponto  servido  pelo “Caminho  de  Terra  Firme”,  pela  “Estrada  da  Polícia ( melícia )”  e  pelo  “Caminho do  Comércio”.  O  nome  “Iguassú”  ou  “Iguaçu”  ou  “Aguassú”  vem  do tupi-guarani,  que  significa  rio  Grande. Apesar de hoje está assoriado e poluído era uma grande via de comunicação da  região no século XIX.
A  Vila  de  Iguaçu  foi  criada  em  15  de  janeiro  de  1833 e  instalada  em  27  de julho  de  1833.  Suprimida  pela  Lei  Provisória  de  nº 14  de  13 de abril de 1835;  restabelecida  pela  Lei  Provisória  nº 57  de  10  de  dezembro  de  1836;  suprimida  pelo  Decreto  de  1º.  De  maio  de 1891,  que  transferiu  sua  sede  para  o Arraial  de  Maxambomba.   A  vila  quando  criada  foi  desmembrada  da  Cidade  de  São  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro  e  compreendia  além  de  seu  atual  território,  as  áreas  territoriais  dos  seguintes  municípios:
Duque  de  Caxias( 01  de  janeiro  de  1944 ),
São  João  de  Meriti ( 22  de  agosto  de 1947 ),
Nilópolis  (  22  de  agosto  de  1947 ),
Belford  Roxo (  01  de  janeiro  de 1993 ),
Japeri ( 01  de  janeiro  de  1933 ),
Queimados ( 01  de  janeiro  de  1993 ),
 Mesquita ( 01  de  janeiro  de  2001 ).
  Como  sua  sede  instalada  em  27  de  julho de  1833,  na  margem  direita  do  rio,  que  lhe  deu  o nome.
           O  progresso  da  região,  deve  ser  creditado  à  abertura  da  Estrada  Real  do  Comércio,  que  começava  onde  surgiria  a  Vila  de  Iguaçu,  atravessando as  serras  do  Tinguá  e  da  Viúva  e  mais  adiante,  a  Vila  de  Pati  do  Alferes,  rumava  para  a  Província  de  Minas  Gerais,  depois  de  percorrer  dez  léguas,  desde  seu  início,  no  Porto  de  Iguassú  até  o  rio  Paraíba  do  Sul.  A  Estrada  Real  do  Comércio  recebeu  esse  nome  por  haver  sido  sugerida  sua  construção  pela  Junta  Real  de  Comércio,  em  1811,  tendo  sua  conclusão  se  dado  onze  anos  depois.  A  abertura  desta  via  representou  a  primeira  via  aberta  no  Brasil  para o  escoamento  do  café  da  região  do  Vale  do  Paraíba.
          Em  1858,  com  a  inauguração  da  Estrada  de  Ferro  Dom  Pedro II  ( mais conhecida como  Central  do  Brasil e hoje como Super Via ),  foi  construída  uma  estação  na  localidade  de  Maxambomba,  deslocando  assim,  o  eixo  econômico  da  Vila  de  Iguaçu  que,  finalmente  em  1891,  recebeu  oficialmente  a  transferência  da  sede  do  Município  e  da  Comarca  de  Iguaçu  para  o  Arraial  de  Maxambomba  e  a  conseqüente  elevação  desta  última  povoação  a  categoria  de  Vila,  se  deu  por  força  do  Decreto  nº 204,  de  1º  de   maio  de  1891.  E  logo  a  seguir,  a  19  de  junho  de  1891,  o  Decreto  nº  263  elevava  o  Arraial  de  Maxambomba  a  categoria  de  cidade.  Ainda  em  1891,  a  antiga  Vila  de  Iguaçu,  passou  a  ser  chamada  de  Iguassú  Velha, em l9l6.
           Em  1916,  o  antigo  arraial  de  Maxambomba  teve seu  nome  mudado  para  Nova  Iguaçu  e ficando  a  velha  rede  denominada  de  “Iguaçu  Velha
           A  Estrada  de  Ferro  Dom  Pedro  II (1858)  assentou  seu  leito  nas  raízes  da  Serra  de  Maxambomba,  uma  das  abas  no  Maciço  de  Gericinó -  Mendanha,  onde se desenvolveu a cultura da citricultora ( laranja,  tangerina  e  limão )  desde  o  ano  de  1891,  juntamente  com  o  desmatamento  da  serra.  O  período  áureo  da  citricultura  da  laranja  foi  o  da  década  dos anos  trinta (1930/39),  até  1956,  que  desenvolveu  a  partir  da  decadência  da  economia  canavieira,  pois,  os  terrenos,  de  solo  podzólico  vermelho-amarelo,  hidromórficos  e  cambissolo  álico,  já  estavam  enxutos  onde,   anteriormente  a  cana-de-açúcar  pontificou,  a  laranja  foi  plantada.
            De  1930  a  1940,  a  cidade  de  Nova  Iguassú (  antiga  grafia  de  Iguaçu ),  foi  chamada  de  Cidade  Perfume,  porque  as  laranjeiras,  em  floração,  perfumavam  todo  o  roteiro  da  ferrovia,    desde  o  Maciço  do  Gericinó  -   Mendanha,   nas   raízes  da  Serra   de  Maxambomba
(conhecida  hoje  como  Serra  de  Madureira)  até  próximo  ao  conjunto  do  Maciço  de  Tinguá.
            Mais  tarde,  com  as  obras  de  saneamento,  a  região  voltou  a  progredir,  para  o  que  contribuiu  também  a  facilidade  de  comunicação  com  o  Rio  de  Janeiro.  A   construção  da rodovia  Presidente  Eurico  Gaspar  Dutra,  em  substituição  a  antiga  Estrada  Rio - São Paulo,  possibilitou  o  desenvolvimento  industrial  no  município.  A  partir  da  década  de  50 (1950-1959),  houve  uma  grande  explosão  populacional  pelo  incremento  dos  transportes  de  massa,  principalmente  as  ferrovias  e  na década de 90,  as  vias  expressas  como  a  Via  Light  e  a  Linha  Vermelha,  transformando  o  município  em  dormitório  dos  trabalhadores  da  Cidade  de  São  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro.
            Atualmente, a cidade  de  Nova  Iguaçu  possui  uma  área  de  520,5 km2 ,  com  uma  população  de  750.485,  segundo  o censo  de  2000  do  IBGE.



LIMITES DE NOVA IGUAÇU


Ao Norte: Miguel Pereira

Ao Sul: Mesquita e Rio de Janeiro

Ao Leste: Duque de Caxias e Belford Roxo

Ao Oeste: Japeri e Queimados

Ao Sudoeste: Seropedica

Ao Sudeste: Belford Roxo e Mesquita



ASPECTOS  FÍSICOS  E  AMBIENTAIS


    As   peculiaridades do  relevo  e  da   hidrografia  da cidade  de  Nova  Iguaçu  são  respectivamente,  o  Maciço  de Gericinó,  que  é  de  origem  vulcânica  e  apresenta  crateras,  chaminés  e  vestígios  diversos  de  muitas  erupções  que,  segundo  pesquisadores,  entraram  em  intensa  atividade  entre  73  e  48  milhões  de  anos  atrás.  O  Maciço  de Tinguá  é  formado  pelas  serras  de  São  Pedro ( acima  de  800m ),  do  Tinguá ( acima de 1500m ),  do  Macuco ( acima de 800m ) e  dos  Caboclos ( acima de 900m )  que  englobam  a  Reserva  Biológica  de  Tinguá,  a  baixada  da  Guanabara;  os  rios  Guandu  e  seus  afluentes, o  rio  Cabuçu,  o  rio  Ipiranga,  o  rio  Sarapó,  o  rio  Queimados  e  o  rio  Guandu-Mirim.  E  o  rio  Iguaçu  e  seus  afluentes:  o  canal  Paiol,  o  rio  das  Velhas.
             No  município  pode  ser  encontrada  vegetação  nativa  em  áreas  de conservação  ambiental  como  as  florestas  do  Mendanha (no  Maciço  de  Gericinó – Mendanha,  mais  conhecido  como  Serra  de Madureira);  do  Tinguá,  de  São  Pedro  e  do  Rio D’Ouro.
              Os  principais  tipos  de  solo  encontrados  no  município  são  o  latossolo  alaranjado,  o  latossolo  amarelo,  o  podzólico  vermelho-amarelo, os  solos hidromórficos,  além  do  cambissolo  álico  nas  áreas  elevadas  do  Maciço  de  Gericinó.


INFRAESTRUTURA


                  A  principal  via  de  transporte  do  município  é  a  rodovia   Presidente  Dutra,  que  liga  o  município  ao  eixo   Rio - São Paulo;   a  Via  Light,  que  liga  o  município  a  Pavuna,  no  município  do  Rio  de  Janeiro. Não devemos esquece a Supervia (linha ferroviária) que liga o município ao centro do Rio de Janeiro e aos outros Municípios da Baixada Fluminense(Nilópolis, Mesquita, Queimados, Japeri e Paracambi.

                  As   principais   vias  de  acesso  a  Nova  Iguaçu são:

                   .  RJ  105  -  Estrada   Abílio   Augusto     Távora,  mais  conhecida   como   Estrada   de  
                                       Madureira;

                   .  RJ 111  -  Estrada do Tinguá ;

                   .  BR 116 - Rodovia Presidente Dutra;

                   .  BR 465 - Antiga Rodovia Rio - São Paulo;

                   .   RJ 081 - Via Light.

                                                 Fontes Bibliográficas


GUIA SÓCIO-ECONÔMICO DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – VOLUME  1  (REGIÃO METROPOLITANA) – GRAFICA  JB  -  1993.


INFORMAÇÕES GERAIS – DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – CIDE  -  2000.


UMA HISTÓRIA DE LUTAS – ACINI (ASSOCIAÇÃO DE COMERCIAL E INDUSTRIAL DE NOVA IGUAÇU)  50 ANOS – 1995.





                                         
EXERCÍCIOS  SOBRE  NOVA  IGUAÇU


1) A  palavra  Iguaçu  significa:

( a ) Rio Branco         ( b ) Rio Pequeno          ( c )  Rio Grande           ( d )  Rio  Claro

2) Antes de  ser  criado  o  município  de  Iguaçu,  ele  fazia  parte  da  cidade  de:

( a )  Petrópolis          ( b )  Mangaratiba          (c )  Vassouras             ( d )  Rio de Janeiro

3) Quando  foi  criado  o  município  de Iguaçu:

( a )  15  de  março  de  1891                            ( b )  15  de  janeiro  de  1833
( c )  15  de novembro  de  1889                       ( d )  15  de  janeiro  de  1831

4) Em  que  ano  o antigo  arraial  de  Maxambomba  teve  seu  nome  mudado  para Nova  Iguaçu:

( a )  1916                   ( b ) 1917                     ( c ) 1918                      ( d )  1919

5)  Entre  as  décadas  de  30  a 40  do  século  passado,  Nova  Iguaçu  era conhecida  como  cidade:

( a ) Perfume              ( b )  Laranja                 ( c )  dormitório            ( d )  Luz

6) Quais  dos  municípios  abaixo  não  pertencia  a  área  territorial  de  Nova  Iguaçu:

( a ) Duque  de  Caxias                ( b ) Nilópolis                    ( c ) São  João de Meriti
( d ) Itaguaí                                  ( e ) Japeri                          ( f ) Belford Roxo

7) A  palavra  citricultora  está  relacionada  a cultura  de:

( a ) banana            ( b )  laranja                 ( c )  cajá                   ( d ) uva

8) O  limite  norte  de  Nova  Iguaçu  é:

( a ) Rio de Janeiro     ( b ) Mesquita         ( c ) Miguel Pereira       ( d ) Queimados

9) Por  qual  nome  a  região  de  Iguaçu  era  conhecida  inicialmente:

( a ) Nossa  Senhora  da  Piedade  do  Iguaçu       ( b ) Nossa Senhora da Piedade
( c ) Nossa  Senhora  do  Pilar                               ( d ) Nossa  Senhora  da  Penha

10) A  Sul,  Nova  Iguaçu  limita-se  com:

( a ) Rio de Janeiro           ( b ) Queimados         ( c )  Japeri             ( d ) Miguel  Pereira

11) O  auge  da  citricultora  em  Nova  Iguaçu  foi  na:

( a )  década  de  20  no  séc. XX                          ( b )  década  de  30  no  séc. XX
( c )  década  de  50  no  séc. XX                          ( d )  década  de  60  no  séc. XX

12) A  Estrada  Abílio  Augusto  Távora  é  mais  conhecida  como  Estrada  de Madureira,  tem  como  código  rodoviário:

( a )  BR 116                   ( b )  BR  465                  ( c ) RJ  105          ( d ) RJ 111

13) A  partir  da  década  de  50  do  século  XX,  houve  um  impulso  industrial  em  Nova  Iguaçu,  que fato  possibilitou  este  crescimento:

( a ) a  decadência  da  cana-de-açúcar             ( b )  a  construção  da  rodovia  Presidente Dutra
( c ) a  decadência  da  laranja                          ( d )  a  construção  da  Via  Light

14) O  Maciço  de  Gericinó  -  Mendanha,  é  de  origem:

( a )  sedimentar        ( b ) eólica         ( c ) vulcânica             ( d ) falha  geológica

15) A  importância  da  estrada  real  do  comércio  como  via  aberta  na  1ª. Metade  do  século XIX,  para  o  escoamento:

( a ) da  cana-de-açúcar  de  Piraí                     ( b )  do  ouro  das  Gerais
( c ) da  laranja  do  Mendanha                         ( d )  do  café  do  Vale  do  Paraíba

16) As  palavras  Iguassú,  Iguaçú  ou  Aguassú,  são  de  origem:

( a ) germânica              ( b ) árabe                      ( c ) latina                 ( d ) tupi-guarani


17) O limite Sudoeste de Nova Iguaçu:

(a) Miguel Pereira        ( b ) Seropedica             ( c ) Mesquita           ( d ) Japeri


18) A reserva Biológica  de Tingua fica na parte_________________do município.

( a ) Leste          ( b ) Norte       ( c ) Oeste     ( d ) Sul

19) Usando a data de fundação de Nova Iguaçu , 15 de janeiro de 1833. Podemos dizer que pertence:

( a ) Ao Século XIX , 3  década e aos anos 30

( b ) Ao Século XIX, 4 década e aos anos 30

( c ) Ao Século XX, 4 década e aos anos 40

( d ) Ao Século XX , 3  década e aos anos 40


20) Atualmente, a cidade Nova Iguaçu é considerada como uma cidade:

( a ) Turística                        ( b ) Industrial          ( c ) Dormitório  ( d ) Comercial


( 21) A partir de quando o Arraial de Maxabonha  passou a se chamado de Nova Iguaçu:

( a ) 1933            ( b ) 1891           ( c ) 1903        ( d ) 1916

22) O primeiro produto econômico introduzido na região de Iguaçu foi

( a ) algodão                 ( b )

terça-feira, 21 de maio de 2013

NOVO PROJETO DE VISITAÇÃO AO CENTRO DO RIO


PROJETO: PASSEIO CULTURAL À CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Professor Gonçalo Francisco de Pontes Filho
01.  PÚBLICO ALVO: Alunos do 3º ano do Ensino Médio;
02.  OBJETIVO DO PASSEIO:
·         Conhecer o centro histórico da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro;
·         Identificar os vários estilos arquitetônicos do Centro da Cidade do Rio;
·         Levar a observância dos centros culturais da cidade;
·         Identificar os vários momentos da história do Brasil e as suas características;
·         Integrar com algumas disciplinas afins de História.
03.  PERIODO IDEAL PARA O PASSEIO: UM SÁBADO DE JULHO OU AGOSTO;
04.  GUIA RESPONSAVEL: O próprio professor de História da Escola. O professor Gonçalo;
04.1  Pontos a serem visitados ou observados pelos alunos:
·         Arcos da Lapa;
·         As várias igrejas do centro;
·         C. C. Banco do Brasil;
·         C. C. Correios;
·         Campo de Santana;
·         Casa França-Brasil;
·         Catedral da Avenida Chile;
·         Catedral da Candelária;
·         Catedral Presbiteriana;
·         Espaço Cultural da Marinha do Brasil;
·         Largo do São Francisco;
·         Museu Histórico Nacional;
·         Museu do Exercito e Casa de Deodoro;
·         Praça Tiradentes;
·         Praça XV;
·         Prédios Históricos da Área do SAARA.
05.  DISCIPLINAS AFINS: Artes. Filosofia, Geografia, História, Língua Portuguesa, Literatura e Sociologia.
06.  AVALIAÇÃO DO PASSEIO:
·         Relatório escrito do passeio. →valor 4,0;
·         Identificação dos prédios ou edificações do período Colonial, Imperial e Republicano( Republica Velha e Era Vargas). → valor 2,0;
·         Estudo Dirigido, em forma de questionário disserficado. → valor 4,0.
07.  CUSTO APROXIMADO: R$ 900,00 (novecentos reais)
·         ONIBUS → R$ 700,00;
·         LANCHE → R$ 180,00;
·         MECANOGRAFIA → R$ 20,00.
LANCHE:
·         SANDUICHE;
·         SUCOS;
·         ACHOCOLATADOS;
·         BARRAS DE CEREAIS;
·         FRUTAS DA ÉPOCA.
PAPEL → Para fazer as autorizações e os estudos dirigidos.

EXERCICIO PARA O MEU 3º ANO


3º ANO – HISTÓRIA
01 – (FEI) “Não seria exagero dizer que a cidade do Rio de Janeiro passou, durante a primeira década republicana, pela fase mais turbulenta de sua existência. Grandes transformações de natureza econômica, social, política e ideológica, que se gestaram havia algum tempo, precipitaram-se com a mudança do regime político e lançaram a capital em febril agitação, que só começaria a ceder ao final da década.”
(CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia das Letras, 1987)

Dentre os movimentos populares que agitaram o Rio de Janeiro no início do século, um se destacou, aquele que vinha contrariar a política de saneamento e de reurbanização da cidade, com a demolição dos cortiços e quiosques do centro. Esse movimento foi:
(A) A Revolta da Chibata.
(B) A Revolta de Canudos.
(C) O movimento do Contestado.
(D) A Revolta da Armada.
(E) A Revolta da Vacina.

02 – (UFP) O movimento de Canudos caracterizou-se pelo (a):
(A) Contestação aos poderes dos coronéis de sertão nordestino, com forte inspiração nas experiências de luta dos imigrantes italianos.
(B) Acentuado caráter político-militar, de revolta contra o recente governo republicano e de recusa à imposição do casamento civil.
(C) Acentuado caráter messiânico, de revolta contra a opressão dos latifundiários e a miséria em que viviam os sertanejos.
(D) Acentuado caráter messiânico, de inspiração monarquista, contrária à escravidão dos negros africanos.
(E) Contestação à monarquia e à opressão dos coronéis do sertão nordestino e defesa de liberdade ao culto religioso.

03 – (UFMG) A política dos governadores, instituída do governo Campos Sales (1898-1902), significou a resolução da contradição instituída pela Constituição de 1891.
Essa contradição se dava entre:
(A) A naturalização compulsória e a livre escolha da cidadania brasileira.
(B) A política de valorização do café e a indústria nascente.
(C) O bicameralismo e a democracia indireta.
(D) O federalismo e o presidencialismo.
(E) Os presidentes militares e os cafeicultores paulistas.

04 – Leia o texto:
“Na Bruzundanga, como no Brasil, todos os representantes do povo, desde o vereador até o presidente da república, eram eleitos por sufrágio universal e, lá, como aqui, de há muito que os políticos tinham conseguido quase totalmente eliminar do aparelho eleitoral este elemento perturbador – o voto. Julgavam os chefes e capatazes políticos que apurar os votos dos seus concidadãos era anarquizar a instituição e provocar um trabalho infernal na apuração porquanto cada qual votaria em um nome, visto que, em geral, os eleitores têm a tendência de votar em conhecidos ou amigos. Cada cabeça, cada sentença; e para obviar os inconvenientes de semelhante fato os mesários de Bruzundanga lavravam as atas conforme entendiam e davam votações aos candidatos, conforme queriam (...) Às vezes semelhantes eleitores votavam até com nome de mortos, cujos diplomas apresentavam aos mesários solenes e hieráticos que nem sacerdotes de antigas religiões”.
(BARRETO Lima. Os Bruzundangas. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d. p. 65-66)

Todas as alternativas contêm afirmações que confirmam o comportamento eleitoral criticado na sátira de Lima Barreto, exceto:
(A) O domínio político dos coronéis rurais garantia a mecânica eleitoral fraudulenta operada através do voto de curral.
(B) O interesse das elites agrárias e a exclusão das demais classes sociais da política estavam garantidos neste sistema político-eleitoral.
(C) O sistema eleitoral descrito como corrupto estava na base da política dos governadores, posta em prática pelas oligarquias na chamada República Velha.
(D) O sistema eleitoral fraudulento foi consolidado, no fim dos anos 20, através da ação decisiva da Aliança Liberal.
(E) O voto de cabresto era uma forma de manipulação do eleitorado seja através da compra de voto, seja através da troca do voto por favores.

05 – (PUC-MG) Durante a República Velha no Brasil (1889-1930), surgiram os primeiros sindicatos e organizações operárias que foram influenciados pelo anarquismo, sobre o qual é CORRETO afirmar:
(A) Foi incorporado também pelos patrões na medida em que domesticava a mão-de-obra para as indústrias.
(B) Defendia a idéia de uma sociedade sem governo, funcionando pela cooperação e solidariedade entre as pessoas.
(C) Apoiava-se na defesa do caos social, ao incentivar as greves operárias do período.
(D) Foi introduzido no país pelo Partido Comunista Brasileiro, fundado em 1922.
(E) Propunha a conciliação entre capital e trabalho para o crescimento do parque industrial brasileiro.

GABARITO
01 – E
02 – C
03 – B
04 – E
05 – B

PROJETO DE VISITAÇÃO AO CENTRO DO RIO


Projeto de Visitação ao Centro Histórico do Rio.
Professor: Gonçalo Francisco de Pontes Filho.
O Centro Histórico da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro é um espaço de integração entre o presente e o passado da história, da cultura e da sociedade, cujo objetivo é nos  informar, visualizar e educar em historia, arquitetura, cultura, costumes e tecnologia de forma lúdica e criativa. Possibilitando a integração do homem com meio que o cerca e demonstrando com o meio é de extrema importância para o desenvolvimento sociocultural de todos nos.
Publico Alvo Geral: Alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e 2º e 3º ano do Ensino Médio.
Publico Alvo Especifico: Alunos do 3º ano do Ensino Médio.
Objetivos ou Competências trabalhadas:
Levar os alunos do 3º ano do ensino médio a uma realidade não conhecida por eles;
Entrar em contato com assuntos interdisciplinares para facilitar o aprendizado de outras áreas de conhecimento;
Demonstrar a importância de cada edificação de centro histórico do Rio de Janeiro, com suas características arquitetônicas e artísticas;
Mostrar as características urbanas como: saneamento básico, a iluminação, a preservação do verde e as vias publicam;
Levar a compreensão da importância da saúde publica e do saneamento básico para o melhoramento da vida das populações urbanas;
Mostrar para o aluno a largura das ruas do centro histórico e a larguras de algumas destas ruas, como estreitas ou largas;
Levar o aluno a entender a complexa relação entre a arquitetura visual e a história social da Cidade do Rio de Janeiro.
Disciplinas Correlatas:
Fundamental: Arte, Geografia, História e Religião.
Médio: Arte, Filosofia, Geografia, História, Religião e Sociologia.

Local:
Centro Histórico da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Centro da Cidade do Rio de Janeiro alguns pontos a serem visitados:
Arcos da Lapa;
Biblioteca Nacional;
Centro de Cultura Banco do Brasil;
Casa França-Brasil;
Centro de Cultura dos Correios;
Campo de Santana;
Edifício da Faculdade de Direito da UFRJ;
Estação Ferroviária de Dom Pedro II
Espaço Cultural da Marinha;
Espaço Cultural da Light;
Museu Histórico Nacional;
Primeira Igreja Presbiteriana no Brasil;
Palácio do Itamarati;
Palácio do Exercito;
Praça Cinelândia;
Praça Tiradentes;
Praça XV;
Prédio do Colégio Dom Pedro II;
Real Gabinete Português de Leitura;
Teatro João Caetano;
Teatro Municipal.

Custo;
Ônibus para levar os alunos e professores;
Lanche para os alunos;
Os ingressos de vários museus são gratuitos;
De 3ª a 6ª, das 9h às 17h – visitas agendadas pelo telefone.
Ao sábado, das 10h às 17h – visita livre.

INTRODUÇÃO A FILOSOFIA


INTRODUÇÃO A FILOSOFIA
PROFESSOR GONÇALO FRANCISCO DE PONTES FILHO
O que é Filosofia?
Como é Filosofia?
Para quê Filosofia?
As três perguntas da Filosofia:
O QUE É?
COMO É?
PARA QUÊ É? OU POR QUE É?
Com essas três perguntas têm como acha o ponto final ou a verdade das coisas ou a resposta mais coerente ou certa.
Analise → é a divisão do todo em partes, para examinar cada uma delas e, depois, poder  entender  e explicar o todo composto dessas partes (SINTESE).
A Experiência Filosófica: resume no ESTRANHAMENTO e no QUESTINAMENTO.
Os três passos da experiência Filosófica:
1. ESTRANHAMENTO OU DESLOCAMENTO;
2. QUESTIONAMENTO OU INDAGAÇÃO;
3. A RESPOSTA FILOSÓFICA.
Por tanto, a Filosofia uma palavra de origem Grega.
FILOSOFIA = FILO ┼ SOFIA ↔ palavras de origem grega.
FILO = PHILOS → amigo ou amante ou amado;
SOFIA = SOPHIA → sabedoria ou conhecimento;
Portanto Filosofia quer dizer  → “amor à sabedoria” ou “amigo da sabedoria” ou “amante do saber”.
Conforme a tradição histórica, a criação da palavra filosofia é atribuída ao grego Pitágoras (c. 570 – 490 a.C.).
Razão → é a capacidade de raciocinar, de encadear logicamente as ideias.
A filosofia é a busca da resposta de tudo e de todos, portanto, formulando uma pergunta simples: que é felicidade? Como é a felicidade? Para quê a felicidade? Quais as respostas filosóficas que poderemos ter?
Ao analisa as varias respostas possível, podemos apontar 05 fontes da felicidade, que são:
1. Os bens materiais e a riqueza;
2. Status social, poder e gloria;
3. Os prazeres da mesa e da cama;
4. A saúde pessoal e familiar;
5. O amor e a amizade.
Portanto, o conjunto disso forma um sistema único.
Sistema → é o conjunto de elementos em que um depende do outro, compondo um todo orgânico, coerente e organizado.
Para Platão (427 – 347 a.C.) a felicidade compreender primeiramente o conhecimento da alma humana. Que esta explicada na obra “A Republica”, de Platão. Para ele, o ser humano era essencialmente alma, que é imortal e existe previamente ao corpo. A união da alma com o corpo é acidental, pois o lugar próprio da alma não é o mundo sensível, e sim o mundo inteligível. Devido a isso, o pensamento platônico foi muito importante para o cristianismo. A alma se divide em três partes:
1. A alma concupiscente → situada no ventre e ligada aos desejos carnais;
2. A alma irascível → situada no peito (coração) e vinculada as paixões;
3. A alma racional → situada na cabeça e relacionada com o conhecimento.
Inteligível → é o que só pode ser apreendido pelo intelecto, por oposição ao sensível, isto é, ao que pode ser apreendido pelos sentidos.
Para apoiar a ideia de felicidade de Platão, ele propõem duas tarefas praticas, que são:
1. A Ginástica → atividade física por meio da qual a pessoa dominaria as inclinações negativas do corpo, com a preguiça;
2. A Dialética → método de dialogar pelo qual se ascenderia progressivamente do mundo sensível ao mundo inteligível, onde se encontram as ideias perfeitas.
Logo a felicidade é → o conhecimento = bondade = felicidade.
Eudemonista → relativo à felicidade, ou que tem a felicidade como valor fundamental ou principal objetivo.
Eudemonista vem do grego eudaimonia que vem dos termos:
EU → “Bem – disposto”
DAIMON → “Poder divino”
Portanto a FELICIDADE é um Bem ou um Poder Divino concedido por Deus ou Deuses.
Mediante a compreensão do mundo Materialismo do Universo e dos seres Humanos, segundo Epicuro (341 – 271 aC) podemos sustenta que as pessoas podem se livrar de um dos grandes fatores que angustia e leva a infelicidade: o medo da MORTE. Pois, é isso que impede a felicidade e o caminho do Prazer.